7 erros críticos na micromobilidade e como evitá-los

7 erros críticos na micromobilidade e como evitá-los

1. Superestimar o número de viagens

A superestimação do número de viagens pode causar dificuldades financeiras e ineficiências operacionais. Ao estimar o número de viagens diárias que você planeja fazer da sua frota, seja realista e baseie seu prognóstico nos dados de uso.

Geralmente, as médias de viagens tendem a ser muito menores do que os empreendedores otimistas esperam. Um estudo da empresa de dados de capacitação de mobilidade Fluctuo pode dar uma ideia das viagens feitas diariamente por diferentes veículos de mobilidade compartilhada em cidades europeias em 2022:

  • Scooters — 1,7 viagens/dia,
  • Bicicletas — 2,9 viagens/dia,
  • Ciclomotores — 1,9 viagens/dia,
  • Carros — 2,6 viagens/dia.

Como evitar:

A estimativa correta do número de viagens por dia envolve vários fatores e considerações:

  • Conduza cuidadosamente pesquisa do mercado-alvo, incluindo dados demográficos, padrões de deslocamento, opções de transporte existentes e comportamento potencial do usuário;
  • Avalie o densidade populacional das áreas em que você planeja operar (áreas com maior densidade geralmente geram mais demanda por viagens);
  • Analise o comportamento do usuário de serviços similares na área — seus padrões de uso, horários de pico e quaisquer variações sazonais;
  • Considere executar um programa piloto em uma área menor ou por um tempo limitado para testar o interesse e o uso iniciais;
  • Avalie infraestrutura e acessibilidade, por exemplo, disponibilidade de ciclovias, vagas de estacionamento ou docking stations, o que pode impactar significativamente a usabilidade e a popularidade do serviço.

2. Começando com uma frota insuficiente para cobrir os custos operacionais

Não começar com uma frota grande o suficiente para cobrir os custos operacionais é outra armadilha comum para empresas de micromobilidade. Começar com uma frota pequena pode limitar o potencial de receita e prejudicar a capacidade de atender à demanda, levando à insatisfação do cliente.

Como evitar: 

Além de realizar pesquisas de mercado completas e testes piloto, conforme mencionado anteriormente, siga estas dicas para garantir que o tamanho da sua frota possa cobrir os custos operacionais:

  • Entenda o custos operacionais, incluindo manutenção, cobrança, equipe e gerenciamento de frota. Garantir que a receita projetada a partir do número estimado de viagens possa cobrir esses custos;
  • Certifique-se de que seu modelo operacional permita flexibilidade na ampliação ou redução do tamanho da frota com base na mudança dos padrões de demanda;
  • Inscreva-se na ATOM Academy para aprender com especialistas do setor com experiência no lançamento de serviços de micromobilidade. Seus insights podem ser inestimáveis para estimar o tamanho adequado da frota.

3. Não orçamentar todas as despesas potenciais

O orçamento de todas as despesas potenciais é essencial para a estabilidade financeira, o gerenciamento eficaz de recursos e a mitigação de riscos, todos cruciais para o sucesso de um negócio de micromobilidade. Falha em orçamento para todas as despesas possíveis durante todo o ano pode levar à instabilidade financeira e interrupções operacionais.

Como evitar: 

  • Crie um lista detalhada de todas as despesas potenciais, incluindo custos operacionais, como manutenção, infraestrutura de carregamento, gerenciamento de frota, pessoal, seguro de frota, taxas administrativas, de marketing e de conformidade regulatória;
  • Analise dados históricos de serviços ou mercados similares para identificar e antecipar várias despesas que possam surgir ao longo do ano, incluindo custos inesperados e variações sazonais;
  • Fator em um fundo de contingência dentro do orçamento para cobrir despesas imprevistas ou emergências;
  • Conduta revisões e atualizações regulares do orçamento ao longo do ano. Isso permite ajustes com base em dados em tempo real, mudanças nas condições do mercado ou despesas inesperadas.

4. Não ser flexível com os modelos de negócios

A inflexibilidade com os modelos de negócios ou a incapacidade de se adaptar às mudanças do mercado podem prejudicar a capacidade de uma empresa de se adaptar e crescer. É crucial que um serviço de micromobilidade permaneça ágil e aberto ao ajuste de modelos de negócios com base no feedback do mercado e nas tendências em evolução.

Como evitar:

  • Desenvolva um modelo de negócios que permite flexibilidade, dimensionamento e adaptação com base nas demandas e mudanças do mercado;
  • Colete feedback regular dos usuários — permitirá que você faça ajustes rapidamente com base nas necessidades e preferências do usuário;
  • Integre a tecnologia que facilita a adaptabilidade do modelo de negócios — por exemplo, com o software ATOM Mobility, os operadores podem adaptar sua frota para diferentes propósitos para encontrar a melhor opção de mercado. Por exemplo, se o compartilhamento de carros flutuante não for o mais adequado para sua cidade, você pode optar por aluguéis de curto e longo prazo com reserva de calendário ou oferecer esquemas de compartilhamento corporativo B2B, etc.
  • Estabeleça parcerias e colaborações com negócios ou serviços complementares para oferecer flexibilidade por meio de fluxos de receita diversificados e soluções colaborativas.

5. Escolhendo o parceiro de software errado

Selecionar o parceiro de software errado pode resultar em uma experiência ruim para o cliente, menor uso e avaliações negativas. Mesmo as ineficácias aparentemente pequenas do sistema podem fazer com que os usuários escolham serviços concorrentes, portanto, certifique-se de não subestimar a experiência do usuário. Por outro lado, uma plataforma conveniente e intuitiva com uma ampla variedade de recursos pode ajudar a atrair e reter clientes.

Como evitar: analise cuidadosamente os possíveis parceiros de software, considerando fatores como confiabilidade, facilidade de uso, suporte ao cliente e a taxa de novos recursos fornecidos. Considere a flexibilidade do software e se ele seria capaz de escalar com sua empresa quando necessário.

Mobilidade ATOM fornece todo o software de que você precisa para lançar e escalar seu próprio negócio de compartilhamento de veículos, carona compartilhada ou aluguel digital, incluindo fcompartilhamento de carros flutuante. Além de todos os principais recursos que você esperaria, incluindo um aplicativo personalizável para o piloto e um painel de controle repleto de recursos, as empresas podem se beneficiar da análise de veículos com inteligência artificial e de ferramentas avançadas de análise para apoiar decisões de negócios informadas.

6. Não está garantindo licenças de longo prazo

Operar sem licenças de longo prazo pode levar a desafios regulatórios e incertezas, afetando a capacidade da empresa de estabelecer uma presença estável no mercado. Sem um ambiente operacional estável, torna-se difícil planejar investimentos, expansões ou estratégias de longo prazo. Além disso, os concorrentes podem ter a vantagem de garantir localizações operacionais privilegiadas ou conquistar o domínio do mercado, dificultando o estabelecimento da empresa.

Como evitar:

  • Priorize a obtenção de licenças de longo prazo operar, promovendo um ambiente de negócios mais transparente, previsível e sustentável;
  • Proativamente abordar as preocupações levantadas pelas autoridades criar confiança e aumentar as chances de obter licenças de longo prazo;
  • Esteja preparado para adapte-se às regulamentações em evolução e trabalhar para alinhar o modelo de negócios com as políticas locais e as necessidades da comunidade.

7. Gestão ineficaz

Nossa dica final é universal, pois uma gestão fraca pode inviabilizar negócios de qualquer tamanho ou setor. Dito isso, uma liderança forte é especialmente crucial para alcançar o sucesso em mercados competitivos como a micromobilidade, onde uma mentalidade determinada e competitiva pode ser um fator decisivo.

Como evitar: Seja você mesmo um gerente ou um CEO que deseja contratar um, procure essas características de gerenciamento eficazes:

  • Excelentes habilidades de comunicação. Os gerentes devem transmitir claramente ideias, expectativas e feedback à equipe, garantindo que todos estejam na mesma página e possam trabalhar de forma colaborativa.
  • Liderança forte e determinada. Um gerente forte deve liderar pelo exemplo, inspirar sua equipe, definir metas claras e delegar tarefas de forma eficaz. Eles também devem ser capazes de motivar os funcionários, resolver conflitos e promover uma cultura de trabalho positiva.
  • Assumir riscos e tomar decisões. As startups de micromobilidade geralmente operam em mercados em evolução. Um bom gerente deve se sentir confortável em assumir riscos calculados e tomar decisões sob tais condições.
  • Adaptabilidade e inovação. No setor dinâmico de micromobilidade, os gerentes devem ser flexíveis, prontos para definir estratégias, desenvolver serviços exclusivos e se ajustar às rápidas mudanças nas condições do mercado ou aos avanços tecnológicos.
  • Abordagem centrada no cliente: Um gerente bem-sucedido se concentra em oferecer excelentes experiências ao cliente, seja por meio de aplicativos fáceis de usar, de um serviço eficiente ou de um suporte ao cliente responsivo.

Saiba por que as empresas de micromobilidade falham — e a sua não

Agora que abordamos os vários desafios que as empresas de micromobilidade enfrentam, você está equipado com conhecimento e conselhos práticos para evitar esses riscos. Ao abordar cuidadosamente esses principais motivos e tomar medidas proativas para evitá-los, você pode aumentar suas chances de sucesso a longo prazo nesse setor em rápida evolução.

Interessado em lançar sua própria plataforma de mobilidade?

Clique abaixo para saber mais ou solicitar uma demonstração.

Postagens relacionadas

Mais estudos de caso

Exibir tudoVeja todos os estudos de caso
Blog
🚀 New feature alert: Web-booker for ride-hail
🚀 New feature alert: Web-booker for ride-hail

🚕 Web-booker is a lightweight ride-hail widget that lets users book rides directly from a website or mobile browser - no app install required. It reduces booking friction, supports hotel and partner demand, and keeps every ride fully synced with the taxi operator’s app and dashboard.

Leia a postagem

What if ordering a taxi was as easy as booking a room or clicking “Reserve table” on a website?

Meet Web-booker - a lightweight ride-hail booking widget that lets users request a cab directly from a website, without installing or opening the mobile app.
Perfect for hotels, business centers, event venues, airports, and corporate partners.

👉 Live demo: https://app.atommobility.com/taxi-widget

What is Web-booker?

Web-booker is a browser-based ride-hail widget that operators can embed or link to from any website.
The booking happens on the web, but the ride is fully synchronized with the mobile app and operator dashboard.

How it works (simple by design)
  • Client places a button or link on their website
  • Clicking it opens a new window with the ride-hail widget
  • The widget is branded, localized, and connected directly to the operator’s system
  • Booking instantly appears in the dashboard and mobile app

No redirects. No app-store friction. No lost users.

Key capabilities operators care about
🎨 Branded & consistent
  • Widget color automatically matches the client’s app branding
  • Feels like a natural extension of the operator’s ecosystem
  • Fully responsive and optimized for mobile browsers, so users can book a ride directly from their phone without installing the app
📱 App growth built in
  • QR code and App Store / Google Play links shown directly in the widget
  • Smooth upgrade path from web → app
🔄 Fully synced ecosystem
  • Country code auto-selected based on user location
  • Book via web → see the ride in the app (same user credentials)
  • Dashboard receives booking data instantly
  • Every booking is tagged with Source:
    - App
    - Web (dashboard bookings)
    - Booker (website widget)
    - API
🔐 Clean & secure session handling
  • User is logged out automatically when leaving the page
  • No persistent browser sessions
💵 Payments logic
  • New users: cash only
  • Existing users: can choose saved payment methods
  • If cash is not enabled → clear message prompts booking via the app

This keeps fraud low while preserving conversion.

✅ Default rollout
  • Enabled by default for all ride-hail merchants
  • No extra setup required
  • Operators decide where and how to use it (hotel partners, landing pages, QR posters, etc.)
Why this matters in practice

Web-booker addresses one of the most common friction points in ride-hailing: users who need a ride now but are not willing to download an app first. By allowing bookings directly from a website, operators can capture high-intent demand at the exact moment it occurs - whether that is on a hotel website, an event page, or a partner landing page.

At the same time, Web-booker makes partnerships with hotels and venues significantly easier. Instead of complex integrations or manual ordering flows, partners can simply place a button or link and immediately enable ride ordering for their guests. Importantly, this approach does not block long-term app growth. The booking flow still promotes the mobile app through QR codes and store links, allowing operators to convert web users into app users over time - without forcing the install upfront.

Web-booker is not designed to replace the mobile app. It extends the acquisition funnel by adding a low-friction entry point, while keeping all bookings fully synchronized with the operator’s app and dashboard.

👉 Try the demo
https://app.atommobility.com/taxi-widget

Blog
How bike-sharing apps encourage eco-friendly urban travel
How bike-sharing apps encourage eco-friendly urban travel

🚲 Cleaner air, less traffic, and better city living - bike-sharing apps are making it happen. With seamless apps, smart integration, and the right infrastructure, shared bikes are becoming a real alternative to cars in cities across Europe.💡 See how bike-sharing supports sustainable mobility and what cities and operators can do to get it right.

Leia a postagem

Bike-sharing apps are reshaping urban mobility. What began as a practical way to get around without owning a bike is now part of a bigger shift toward sustainable transport. 

These services are doing more than replacing short car trips. They help cities cut emissions, reduce congestion, improve health, and connect better with public transport. 

As more cities rethink how people move, bike sharing continues to grow as one of the fastest and most affordable tools to support this change.

Why bike sharing is important

Bike-sharing services now operate in over 150 European cities, with more than 438,000 bikes in circulation. These systems help prevent around 46,000 tonnes of CO₂ emissions annually and reduce reliance on private cars in dense urban areas. They also improve air quality, lower noise levels, and make cities more pleasant to live in.

A recent study by EIT Urban Mobility and Cycling Industries Europe, carried out by EY, found that bike-sharing services generate around €305 million in annual benefits across Europe. This includes reduced emissions, lower healthcare costs, time saved from less congestion, and broader access to jobs and services.

For cities, the numbers speak for themselves: every euro invested yields a 10% annual return, generating €1.10 in positive externalities. By 2030, these benefits could triple to €1 billion if bike-sharing is prioritized.

Connecting with public transport

Bike sharing works best when it fits into the wider transport system. Most car trips that bike sharing replaces are short and often happen when public transport doesn’t quite reach the destination. That last kilometer between a bus stop and your home or office can be enough to make people choose the car instead.

Placing shared bikes near metro stations, tram stops, or bus terminals makes it easier for people to leave their cars behind. This “last-mile” connection helps more people use public transport for the long part of their trip and hop on a bike for the short part. Over time, that encourages more consistent use of both bikes and transit.

In cities where bike sharing is integrated into travel passes or mobility platforms, users can combine modes in a single journey. That flexibility supports wider access and makes shared bikes part of everyday mobility, not just something used occasionally.

What the app brings to the experience

The digital experience behind bike sharing is a big part of why it works. People can check availability, unlock a bike, pay, and end their trip – all in one app. This makes it quick, simple, and consistent.

Good bike-sharing apps also offer:

  • Real-time vehicle status
  • Contactless ID verification and onboarding
  • Support for short trips and subscriptions
  • Usage history and cost tracking
  • Optional features like carbon savings or route suggestions

When users don’t need to think twice about how the system works, they’re more likely to build regular habits around it. That habit shift is what makes a long-term difference for both users and cities.

Wider city-level benefits

Bike sharing isn’t just a transport service. It helps cities meet public goals – cleaner air, lower traffic, healthier residents, and better access to services. When someone chooses a bike instead of a car, it reduces the demand for fuel, parking, and space on the road.

The €305 million annual benefit includes health savings due to increased physical activity, avoided emissions, time gained from reduced congestion, and the creation of jobs tied to fleet operations. Many bike-sharing schemes also improve equity by giving people access to mobility in areas that are underserved by public transport or where car ownership isn’t affordable.

Shared bikes are especially useful in mid-sized cities where distances are manageable and car traffic still dominates. With the right policy support, even small fleets can have a noticeable impact on mobility patterns and public health.

What makes a system work well

Not every bike-sharing system succeeds. To be reliable and scalable, a few things must work together:

  • Safe, protected bike lanes
  • Well-placed stations near high-demand areas
  • Bikes that are easy to maintain and manage
  • Operators that monitor usage and shift bikes to where they’re needed
  • City policies that support cycling and reduce reliance on cars

Successful systems often grow in partnership with city governments, public transport agencies, and private operators who bring technology, logistics, and know-how.

The role of software and operations

Reliable software is what keeps all parts of the system connected. From unlocking a bike to seeing usage trends across the city, operators need tools that are stable, flexible, and easy to manage. For those launching or scaling a fleet, platforms like ATOM Mobility offer ready-made solutions that handle booking, payments, ID checks, live tracking, and fleet control in one place.

The platform supports both electric and mechanical bikes, offers branded apps, and integrates with smart locks or IoT modules for remote vehicle access. It also lets operators adjust pricing, monitor vehicle health, and manage customer support in real time. That means smaller teams can launch faster and scale smarter, without having to build every tool from scratch.

A small change with a big effect

Bike sharing won’t replace all car trips, but even a small shift makes a difference. A few short rides per week can reduce emissions, improve fitness, and save time spent in traffic. When these trips are supported by good infrastructure, public awareness, and seamless apps, the impact grows.

As cities continue to prioritise sustainability, shared micromobility will play a bigger role in helping people move in cleaner, healthier, and more flexible ways. With the right technology and planning, bike sharing becomes more than a service – it becomes a habit that supports better cities for everyone.

Lance sua plataforma de mobilidade em 20 dias!

Vários veículos. Escalável. Comprovado.